Campo Grande/MS
REUNIÃO DO GRUPO DE LIMA
26 fevereiro 2019 - 12h30Por Lívia Machado

Vice-presidente Mourão pede cautela e diz ser contra intervenção na Venezuela

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Assim que chegou à Colômbia, na noite desse domingo (24), o vice-presidente Hamilton Mourão disse que a posição brasileira na reunião dos países que integram o Grupo de Lima será a de manter a linha de não intervenção na Venezuela. O encontro acontece nesta segunda-feira (25) em Bogotá.
 
O Brasil vai defender entre os países do grupo uma pressão diplomática para o isolamento internacional do regime Maduro. De forma reservada, militares brasileiros têm reforçado que uma intervenção militar na Venezuela pode criar uma instabilidade na região. Há preocupação com a situação da fronteira no estado de Roraima.
 
"Vamos manter a linha de não intervenção, acreditando na pressão diplomática e econômica para buscar uma solução. Sem aventuras", disse Mourão ao Blog.
 
A posição brasileira será um contraponto de um eventual movimento dos Estados Unidos em defesa de intervenção na Venezuela. Ao Brasil não interessa um conflito armado num país vizinho. Questionado sobre a sinalização dos EUA em defesa da intervenção, Mourão reconheceu o movimento americano neste sentido. "Julgo que [os Estados Unidos] desejam isso", disse o vice-presidente.
 
Perguntado pelo blog sobre qual deve ser a linha adotada na reunião desta segunda, pelo Grupo de Lima, o vice-presidente Hamilton Mourão foi direto: "Solução pacífica".
 
O Itamaraty também acompanha a posição do vice-presidente Hamilton Mourão. "Seguimos na linha de condenação do regime de Maduro, da indignação pela violência que exerce contra a própria população, mas sempre pela saída política por meio da pressão diplomática. Seguimos contra intervenção militar. Mas advogamos pressão crescente da comunidade internacional pelo fim da opressão e pelo regresso da democracia na Venezuela", disse ao blog um diplomata brasileiro que está acompanhando em Bogotá a reunião do Grupo de Lima.
 
Ainda no domingo, o governo brasileiro condenou, por meio de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, "os atos de violência perpetrados pelo regime ilegítimo do ditador Nicolás Maduro".
 
A nota do Itamaraty chamou o governo de Maduro de "criminoso" e apelou à comunidade internacional para "somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela".
 

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