Campo Grande/MS
CORTES NECESSÁRIOS
16 maio 2019 - 08h37Por Lívia Machado, Joel Silva

Para conter a crise, Governo do Estado anuncia que não concederá reajuste a servidores

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Os servidores de Mato Grosso do Sul não terão reajuste salarial em 2019. Atualmente a concessão do abono - de R$ 200 que foi prorrogado por 60 dias - representa impacto de aproximadamente R$ 8 milhões mensais. 
 
O Estado é o terceiro do País - ficando atrás somente do Rio Janeiro e de Minas Gerais - considerado sem capacidade de pagamento, de acordo com dados do Boletim das Finanças dos Entes Subnacionais, apresentado no jornal O Globo.
 
Começa em breve também, o que os servidores chamam de “jornada estendida” a partir de 1° de julho, com 8 horas de trabalho ao invés de 6 horas. 
A jornada estendida foi adiada para o segundo semestre para garantir maior prazo de transição de cerca de 16 mil funcionários públicos ativos. Os demais 34 mil já trabalham as 40 horas semanais determinada por lei, conforme entrevista do secretário Roberto Hashioka ao Correio do Estado.
 
Segundo a SAD, o acréscimo de horas trabalhadas é equivalente à contratação de quatro mil novos servidores, sem aumento de despesas. A medida vai reduzir gastos com plantões e horas extras, que somam R$ 20 milhões/ano, e eliminar a necessidade de novas contratações, gerando economia de R$ 130 bilhões/ano.
 
Após análise das sugestões apresentadas pelos sindicatos, o Governo decidiu aperfeiçoar refeitórios, orientar para que sejam respeitadas peculiaridades de cada serviço e carreira profissional no novo expediente e adequar o sistema de transporte coletivo à demanda.
 
ABONO SALARIAL - O governo alega que a prorrogação do abono do servidores, por mais 60 dias, é o máximo que poderá aguentar. A prorrogação só aconteceu após protestos dos servidores. 
 
No ano passado, o abono, pago desde 2016, foi firmado em lei estadual 5.173 e tinha validade até 31 de março deste ano. O acordo feito era de incorporar esse valor no salário dos servidores a partir de abril deste ano, caso o governo saísse do limite prudencial, o que não vai acontecer. 
 

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