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13 março 2019 - 08h06Por Lívia Machado

Governo do Estado decide reavaliar início da jornada estendida

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O titular da SAD, Roberto Hashioka, considera que ainda há dúvidas no funcionalismo em relação à adoção da nova jornada e do PDV, mas apontou pressa na necessidade de solucionar a questão. “Tudo isso precisa ser amadurecido rapidamente”, afirmou, sinalizando, ainda, analisar pedidos de categorias para adiar a vigência do novo horário, inicialmente estipulada para 15 de abril. “Ainda não é possível dizer se mantemos a data ou não”.
 
Rejeição – A reunião com a presença de representantes da Fetems durou cerca de duas horas. “Não fomos convencidos”, afirmou Jaime Teixeira que, na entrada do encontro, havia feito considerações contrárias à iniciativa.
 
Teixeira considerou as propostas uma “política unilateral”, apontando ser contrário ao PDV. “Há uma chance muito grande de as pessoas se arrependerem, pois foi o que aconteceu nos anos 1990”, afirmou, referindo-se a proposta aprovada em gestão anterior.
 
Ele se baseou em questões que vão desde a atual situação econômica do país à vinculação a um plano de saúde familiar (Cassems) como fatores que desestimulam à adesão ao PDV.
 
Quanto a nova jornada, Teixeira afirma que parte do funcionalismo segue um expediente adotado há 28 anos, proposto pelo governo à época. Além disso, destacou que “a carga horária atual é suficiente para a realização das atividades do servidor”.
 
Em relação a trabalhadores da Educação, citou as equipes de limpeza, que trabalham das 6h às 11h ou às 12h, “e preparam tudo para o primeiro período e, quando vão embora, deixam tudo organizado para o turno da tarde. Isso é uma economia, acima de tudo, para o Estado. Com oito horas os gastos vão dobrar com vale-transporte, alimentação. Vai deixar o expediente mais caro, sendo que o serviço é o mesmo”.
 
FONTE: CAMPO GRANDE NEWS

 

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