Campo Grande/MS
Café das 6
25 junho 2018 - 08h34

Com a retirada da transexualidade da Classificação de Doenças da OMS, transgêneros militares ganham novas esperanças

Em março, o Ministério Público Federal emitiu uma recomendação para que militares transexuais fossem aceitos nos quadros.

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De 2000 a 2018, duas pessoas foram afastadas da Marinha pelo que era chamado de “transexualismo” – quando as forças armadas e a Organização Mundial da Saúde consideravam a transexualidade como uma doença. Com a retirada da transexualidade da Classificação Internacional de Doenças pela OMS, transgêneros militares ganharam novas esperanças. Em entrevista ao jornal O Globo, Maria Luiza da Silva, que era mecânica de aeronaves, conta que teve de deixar a Força Aérea depois de 22 anos.
Mas, diferente do que aconteceu com a homossexualidade na década de 1970, a transexualidade não saiu de vez da classificação de doenças. Segundo a OMS, é importante que ela seja mantida para viabilizar serviços de saúde necessários a esse público. Aqui no Brasil, por exemplo, a cirurgia de transição de gênero pode ser feita pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Ainda em relação às Forças Armadas, em março o Ministério Público Federal emitiu uma recomendação para que militares transexuais fossem aceitos nos quadros.

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