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MEU PRIMEIRO FUZIL
22 maio 2019 - 08h40Por Lívia Machado, Joel Silva

Bolsonaro avalia alterar decreto das armas que permite compra de fuzil

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O presidente Jair Bolsonaro sinalizou ontem à noite, através do porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, que avalia fazer mudanças no decreto que flexibilizou o uso e a compra de armas e munições, inclusive o ponto que permite qualquer cidadão a comprar um fuzil. O decreto também ampliou o porte de armas para 20 categorias.

Ontem mais cedo, governadores de 13 estados e do Distrito Federal divulgaram uma carta aberta onde pediam que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário atuassem para que o decreto das armas seja revogado. Eles esperam que haja uma efetiva política responsável de armas e munição no país.

A carta é assinada por nove governadores do Nordeste, do Distrito Federal, Amapá, Tocantins, Pará e Espirito Santo.

Um trecho do documento diz ABRE ASPAS “Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias” FECHA ASPAS.
O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, comentou sobre a posição do governo em relação à carta dos governadores.

A Anistia Internacional também divulgou uma carta em que afirma que a flexibilização da posse e do porte de armas atenta “contra as garantias do direito à vida” e poderá provocar o aumento no número de homicídios no Brasil.

No fim da tarde, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia disse ao jornal O Globo que a Câmara iria fazer alterações no texto, caso o Governo mantivesse a resistência em modificar o decreto. Ele tratou do tema na reunião de líderes da Casa. 

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