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02 abril 2019 - 11h13Por Lívia Machado, Joel Silva

Médicos de Três Lagoas serão treinados para diagnosticar Leishmaniose

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A Secretaria de Estado de Saúde afirmou ontem que médicos de Três Lagoas, onde houve confirmação da morte de um bebê por leishmaniose, receberão capacitação para detecção da doença na Atenção Básica.
 
De acordo com a secretaria, a capacitação será promovida pela Gerência Técnica das Zoonoses.O objetivo é possibilitar o diagnóstico da doença em estado inicial.
 
Na semana passada, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Três Lagoas realizou buscas por focos do mosquito em nove quarteirões ao redor da casa com paciente positivo.
 
Foram coletadas amostras de 30 cães, dos quais cinco apresentaram resultado positivo para leishmaniose. Deste total, três animais ainda devem fazer a contra-prova e dois já foram recolhidos para eutanásia.
 
A morte desse bebê de um ano foi o primeiro óbito por leishmaniose confirmado em Três Lagoas, cidade a cerca de 330 km de Campo Grande. A criança faleceu após procurar atendimento médico em Bauru, no Estado de São Paulo, mas é moradora do município, onde foi contaminada.
 
O caso ocorreu no último dia 10 de março e somente na sexta-feira, dia 29, os exames confirmaram a causa do óbito como leishmaniose.
 
De acordo com a SES, em 2018 foram contabilizadas 95 notificações de casos suspeitos da doença, dos quais 76 receberam confirmação laboratorial. Neste ano, foram 15 notificações, sendo 13 confirmações.
 
Neste ano, a maioria dos diagnósticos ocorreram em Campo Grande, com 6 casos confirmados. Coxim vem na sequência, com duas confirmações. Três Lagoas, Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Aquidauana e Bataguassu já registraram um caso, cada, em 2019.
 

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