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"A NOTICIA DO DIA"
17 junho 2019 - 08h28Por Lívia Machado, Joel Silva

Joaquim Levy deixa comando do BNDES após ser demitido por Bolsonaro

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Depois de ter a cabeça colocada a prêmio pelo presidente Jair Bolsonaro, o economista e ex-ministro Joaquim Levy pediu demissão do cargo de presidente do BNDES. O estopim da crise foi a indicação de Levy para umas das diretorias do banco. O ex-presidente do BNDES havia con-vidado o advogado Marcos Barbosa Pinto para ocupar a Di-retoria de Mercado de Capitais da instituição.

Bolsonaro ficou incomodado com o fato de Barbosa ter atu-ado em gestões petistas. Na tarde de sábado, o presidente chegou a ameaçar a demissão de Joaquim Levy, caso ele não pedisse a exoneração do diretor.

No final do dia, depois da repercussão dessa fala do presi-dente, Marcos Pinto enviou uma carta de demissão  ao presidente do BNDES e se retirou do cargo.

No domingo de manhã, mesmo com a saída do diretor, foi Joaquim Levy quem enviou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, um pedido de demissão. Essa foi a primeira baixa da gestão Bolsonaro na equipe econômica. Joaquim Levy ficou cinco meses no cargo e era uma indicação de Guedes.

Segundo integrantes da equipe econômica, o presidente já estava insatisfeito com Levy, que não havia cumprido a promessa de abrir a “caixa preta do BNDES”, em relação a empréstimos do banco a países como Venezuela e Cuba.

Em entrevista à GloboNews, o economista e ex-presidente do Banco Central, Maílson da Nóbrega, afirmou que a de-missão  de Levy gera insegurança no mercado financeiro. A indicação do próximo nome a ocupar a presidência do BNDES pode sair nesta segunda-feira. A expectativa é que seja escolhido um nome ligado ao mercado financeiro.

Em menos de seis meses, o governo tem na conta  – entre demitidos e que pediram demissão - três ministros  de es-tado e nove presidentes de estatais ou empresas públicas. 

 

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