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A FANTÁSTICA FÁBRICA DE MANCHETES
08 março 2019 - 09h06Por Lívia Machado

Democracia e liberdade só existem quando as Forças Armadas querem, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desta quinta-feira (7) da cerimônia de aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais no Rio de Janeiro e fez um discurso de pouco menos de 4 minutos. Nele, falou sobre a participação dos militares na democracia e na Previdência Social. Bolsonaro abriu o discurso falando sobre a missão de governar o Brasil.
O presidente também disse que quer fazer do Brasil um país de primeiro mundo e que reconhecerá os militares neste contexto. Prometeu ainda debater uma nova "retaguarda jurídica" para os militares.
 
“Temos uma missão de mudar o Brasil. Esse foi nosso propósito, essa foi nossa bandeira ao longo de quatro anos andando por todo Brasil. [...] O que eu quero para o senhores, meus irmãos militares. Sou do Exército brasileiro, mas tenho uma formação muito semelhante à de vocês. A minha última unidade foi a Brigada de Infantaria Paraquedista. Eu quero a vocês conversando, ouvindo, debatendo uma retaguarda jurídica para que vocês possam exercer seus trabalhos, em especial nas missões extraordinárias da tropa”, afirmou o presidente.
 
'Mal entendido'
A fala de Jair Bolsonaro sobre Forças Armadas e democracia gerou polêmica entre aliados e oposicionistas. Na tentativa de conter o mal-estar provocado pela declaração do presidente, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, deram declarações na tarde desta quinta-feira minimizando a fala de Bolsonaro. Os dois são generais da reserva.
 
Para Mourão, o presidente foi "mal interpretado" ao declarar que "democracia e liberdade só existem" quando as Forças Armadas desejam.

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