Campo Grande/MS
Segurança para cultura
04 setembro 2018 - 09h08

Após incêndio no RJ, museus de MS aumentam alerta para segurança de acervos

OUVIR

Uma notícia chocou todos neste fim de semana. Um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro.
 
O fogo começou por volta das 19h30 deste domingo (2) e foi controlado no fim da madrugada desta segunda-feira (3). Mas pequenos focos de fogo seguiam queimando partes das instalações da instituição que completou 200 anos em 2018 e já foi residência de um rei e dois imperadores.
 
A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte viraram cinzas.
 
E parte da história de Mato Grosso do Sul também se perdeu. Estava no local o maior acervo da etnia sul-mato-grossense Guató. Além dos Guató, levantamento apontou que ali ficavam guardadas 265 peças dos Guarani e Kaiowá, entre objetos de cerâmica e artefatos religiosos.
 
Responsável pelo levantamento das 265 peças sobre os Guarani e Kaiowá, Tonico Benites fez o mestrado, doutorado e o pós-doutorado no Museu, que é ligado à UFRJ.
 
Em Campo Grande, a prefeitura é quem faz a gestão de patrimônio do Museu José Antônio Pereira, Arca - o Arquivo Histórico e também do Complexo Ferroviário pertencente a antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (EFNOB).
 
A gerente de patrimônio cultural da Sectur, Lenilde Ramos, falou ao Redação Globo sobre a segurança e manutenção desses importantes monumentos e museu. (ouça no áudio logo abaixo)
 
Ainda sobre esse assunto relacionado à segurança dos museus. Além desses mantidos pela prefeitura de Campo Grande, um outro, o Marco – Museu de Arte Contemporânea instalado na Capital é um dos maiores de Mato Grosso do Sul. 
 
Localizado no Parque das Nações Indígenas, extensa área verde da cidade reservada para atividades de lazer, o Museu de Arte Contemporânea possui uma área construída de 4 mil metros quadrados. Dispõe de cinco salas de exposição, sendo uma com mostra permanente de obras de seu acervo e quatro para as mostras temporárias que compõem sua programação anual.
 
O setor educativo, conta com três salas para as atividades práticas com escolas e grupos, além de cursos de iniciação em arte para crianças, jovens e adultos; assim como um equipado atelier para o desenvolvimento de técnicas de gravura.
 
O museu possui ainda um auditório com capacidade para 105 pessoas e uma biblioteca específica em artes plásticas, com material para pesquisa e formação de estudantes, arte-educadores, artistas e público em geral.
 
E para falar das conservação deste local tão importante o Redação Globo conversou com a coordenadora do Marco, Lúcia Mont’Serrat! 
Confira a entrevista!

Deixe seu Comentário

Relacionados

Mais Lidas