Campo Grande/MS
CASO MARIELLE
13 março 2019 - 08h12Por Lívia Machado

Acusados pela morte da vereadora do RJ vão passar por interrogatório

OUVIR

O Ministério Público do Rio informou que a vereadora Marielle Franco foi morta por causa de uma repulsa do atirador Ronnie Lessa a atuação política dela em defesa de causas voltadas para as minorias. O PM reformado foi apontado pela força-tarefa como a pessoa que atirou nela.
 
A Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio prenderam, na madrugada de ontem, o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz.
 
Simone Sibílio, promotora de Justiça e coordenadora do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, ligado ao MP do Rio, deu detalhes sobre o caso.
 
A motivação não inviabiliza, segundo as promotoras, um possível mando do crime. As investigações seguem em sigilo justamente para identificar se alguém encomendou a morte de Marielle.
 
Perguntada sobre que elementos da investigação demonstram a motivação torpe para o crime, a promotora afirmou que as pesquisas feitas por Ronnie Lessa demonstram perfil absolutamente reativo a pessoas que se dedicam às causas das minorias.
 
Simone Sibílio ainda explicou outros detalhes do crime: De acordo com ela, o executor atirou contra o carro que estava a vítima, foram 14 disparos que atingiram o veículo. A denúncia também imputa o crime mediante emboscada porque monitoraram a vítima. Eles aguardaram Marielle sair da Câmara, tinham informações privilegiadas e ficaram na Rua dos Inválidos até Marielle sair. 
 
Ao comentar a prisão de investigados pelas mortes da vereadora do PSOL e do motorista Anderson Gomes, que completam um ano amanhã, o presidente Jair Bolsonaro disse esperar que as investigações cheguem ao mandante do crime.
 

O presidente também foi questionado por já ter sido fotografado ao lado de um dos policiais presos na operação. Bolsonaro disse que já tirou foto ao lado de muitos militares.

 

Deixe seu Comentário

Relacionados

Mais Lidas